Hamas concorda com proposta de cessar-fogo que prevê troca de metade dos reféns israelenses por prisioneiros palestinos, diz agência
Israel aprova ocupação da cidade de Gaza e recebe críticas da comunidade internacional O Hamas aceitou a proposta de cessar-fogo apresentada pelos mediadores do Egito e do Catar, nesta segunda-feira (18), segundo a agência de notícias Reuters. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com a fonte oficial egípcia ouvida, ela inclui uma suspensão das operações militares na Faixa de Gaza por 60 dias e é vista como um caminho para chegar a um acordo abrangente para encerrar a guerra de quase dois anos. O período de trégua envolve a libertação de metade dos reféns israelenses mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos, afirma a fonte. Nova ofensiva de Israel Fumaça é vista na Cidade de Gaza após bombardeio de Israel, em 13 de agosto de 2025. Dawoud Abu Alkas/ Reuters O Exército israelense anunciou que aprovou o plano para uma nova ofensiva na Faixa de Gaza, que prevê a tomada da Cidade de Gaza, a mais populosa do território palestino, na quarta-feira (13). O plano havia sido aprovado pelo Executivo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na semana passada e enviado às Forças Armadas, que vinham indicando resistência à proposta de Netanyahu de ocupação total de Gaza. O comandante do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, "aprovou a principal estrutura do plano operacional do Exército na Faixa de Gaza" e disse ao premiê ser contra a expansão da ofensiva em Gaza, mas que cumprirá ordens do governo. Os planos israelenses de expandir a guerra em Gaza após 22 meses de combates e mais de 61 mil mortos provocaram críticas internacionais e forte oposição interna. Dias depois, Israel virou alvo de mais críticas por ter matado seis jornalistas que atuavam na Faixa de Gaza, cinco deles funcionários da rede de TV árabe Al Jazeera. Especialistas alertaram para o risco de fome no território, onde Israel restringiu drasticamente a entrada de ajuda humanitária. Morte de seis jornalistas em Gaza provoca condenação da ONU e de governos A aprovação do plano foi divulgada também horas depois de o Hamas anunciar ter enviado uma delegação do grupo terrorista ao Cairo, no Egito, para "conversações preliminares" com as autoridades egípcias sobre uma trégua temporária. O ataque do Hamas em outubro de 2023, que desencadeou a guerra, provocou a morte de 1.219 pessoas, segundo um balanço da agência de notícias AFP baseado em números oficiais. A ofensiva israelense matou mais de 61.500 palestinos, segundo números do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU. Palestinos passam pelos escombros de edifícios destruídos, em meio ao cessar-fogo entre Israel e o Hamas, na Cidade de Gaza, em 6 de fevereiro de 2025. REUTERS/Dawoud Abu Alkas/Foto de arquivo

Israel aprova ocupação da cidade de Gaza e recebe críticas da comunidade internacional O Hamas aceitou a proposta de cessar-fogo apresentada pelos mediadores do Egito e do Catar, nesta segunda-feira (18), segundo a agência de notícias Reuters. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com a fonte oficial egípcia ouvida, ela inclui uma suspensão das operações militares na Faixa de Gaza por 60 dias e é vista como um caminho para chegar a um acordo abrangente para encerrar a guerra de quase dois anos. O período de trégua envolve a libertação de metade dos reféns israelenses mantidos em Gaza em troca de prisioneiros palestinos, afirma a fonte. Nova ofensiva de Israel Fumaça é vista na Cidade de Gaza após bombardeio de Israel, em 13 de agosto de 2025. Dawoud Abu Alkas/ Reuters O Exército israelense anunciou que aprovou o plano para uma nova ofensiva na Faixa de Gaza, que prevê a tomada da Cidade de Gaza, a mais populosa do território palestino, na quarta-feira (13). O plano havia sido aprovado pelo Executivo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na semana passada e enviado às Forças Armadas, que vinham indicando resistência à proposta de Netanyahu de ocupação total de Gaza. O comandante do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, "aprovou a principal estrutura do plano operacional do Exército na Faixa de Gaza" e disse ao premiê ser contra a expansão da ofensiva em Gaza, mas que cumprirá ordens do governo. Os planos israelenses de expandir a guerra em Gaza após 22 meses de combates e mais de 61 mil mortos provocaram críticas internacionais e forte oposição interna. Dias depois, Israel virou alvo de mais críticas por ter matado seis jornalistas que atuavam na Faixa de Gaza, cinco deles funcionários da rede de TV árabe Al Jazeera. Especialistas alertaram para o risco de fome no território, onde Israel restringiu drasticamente a entrada de ajuda humanitária. Morte de seis jornalistas em Gaza provoca condenação da ONU e de governos A aprovação do plano foi divulgada também horas depois de o Hamas anunciar ter enviado uma delegação do grupo terrorista ao Cairo, no Egito, para "conversações preliminares" com as autoridades egípcias sobre uma trégua temporária. O ataque do Hamas em outubro de 2023, que desencadeou a guerra, provocou a morte de 1.219 pessoas, segundo um balanço da agência de notícias AFP baseado em números oficiais. A ofensiva israelense matou mais de 61.500 palestinos, segundo números do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU. Palestinos passam pelos escombros de edifícios destruídos, em meio ao cessar-fogo entre Israel e o Hamas, na Cidade de Gaza, em 6 de fevereiro de 2025. REUTERS/Dawoud Abu Alkas/Foto de arquivo


Paulo Afonso Tavares 





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